19.3 C
Campina Grande
sábado 18 julho 2026

Divisões se acentuam: Tarcísio e centrão reagem à prisão de Bolsonaro, enquanto a esquerda vibra

“`html

No último sábado (22), a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), gerou críticas de políticos da direita bolsonarista e do centrão, enquanto a esquerda manifestou celebração.

Em frente à sede da Polícia Federal em Brasília, local onde o ex-presidente se encontra detido, apoiadores do presidente Lula (PT) se concentraram. Houve estouro de champanhe por três mulheres, e o militante Fabiano Trompetista executou em seu instrumento a marcha fúnebre e a canção “Tá na hora do Jair”, sendo aplaudido pelos presentes.

Com bandeiras do Brasil e adesivos na boca, manifestantes favoráveis a Bolsonaro também compareceram ao local, onde um princípio de discussão se instaurou entre os grupos.

Apontado como possível candidato à Presidência da República em 2026 e sucessor político de Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou a inocência do ex-presidente e prometeu lutar para que “essa injustiça seja reparada o quanto antes”.

A publicação nas redes sociais afirma: “Tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde […], além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana”.

O pastor Silas Malafaia classificou a prisão como uma “cortina de fumaça”, alegando ser uma suposta manobra de Moraes para desviar a atenção pública das denúncias envolvendo o Banco Master.

Por meio das redes sociais, Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo que recebeu o apoio de Bolsonaro nas eleições do ano anterior, expressou solidariedade, mencionou a saúde fragilizada do ex-presidente e questionou a consistência do argumento de tentativa de fuga.

Conforme declaração de Fábio Wajngarten, ex-assessor de Bolsonaro, a prisão representa uma vergonha e deveria ser revista em breve.

Injustiça foi o termo utilizado por outros apoiadores do ex-presidente, que também ironizaram a coincidência da data com o número de urna do PL, o 22, interpretando-a como um indício de perseguição por parte do ministro do STF.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), asseverou: “Hoje, dia 22, número do nosso partido, Alexandre de Moraes, no seu mais alto grau de psicopatia, manda prendê-lo preventivamente, porque seu filho Flávio Bolsonaro convocou vigília de oração para hoje à noite. Estamos vivendo o maior capítulo de perseguição política da história do país”.

Em apoio, o líder da oposição na Câmara, Zucco (PL-RS), declarou que estava a caminho de Brasília e que não aceitará que o Brasil se torne um “país onde a vingança política suplanta a lei”.

Os deputados Helio Lopes (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-DF) marcaram presença na superintendência da PF. A deputada Bia Kicis afirmou: “Uma extrema injustiça e ainda com uma pessoa que está com a saúde comprometida, então colocando em risco mesmo a vida do presidente, que é um homem inocente”.

Ademais, Bia Kicis informou que a vigília convocada por Flávio estava mantida, a princípio.

Em sua publicação, o líder do PL no Senado, Rogério Marinho (RN), expressou que a decisão de Moraes ultrapassa os limites constitucionais e ameaça os pilares fundamentais do Estado de Direito.

De acordo com parlamentares do PL, haverá insistência para que o Congresso vote uma anistia completa ao ex-presidente e aos demais condenados na trama golpista e pelos eventos de 8 de Janeiro. Em contrapartida, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), defensor da redução de penas, declarou à Folha que a prisão facilita a negociação em torno do projeto que relata.

Após a divulgação do vídeo em que Bolsonaro admite ter utilizado “ferro quente” em sua tornozeleira, integrantes do centrão passaram a acreditar que tanto a anistia quanto a redução de penas enfrentarão dificuldades para serem aprovadas.

Sob condição de anonimato, um membro da cúpula da Câmara declarou ser “impossível” que a matéria avance. Outra liderança do centrão considera que a aprovação desse projeto no momento atual poderia ser interpretada como uma afronta ao Supremo. Um político do grupo acrescenta que tal ação poderia gerar críticas ao Congresso por parte da opinião pública.

A avaliação inicial entre políticos do centrão foi de que a prisão representou um exagero. Nos bastidores, comenta-se que a medida pode acirrar ainda mais a relação entre os três Poderes e acelerar uma definição da direita para se unir em torno de uma candidatura com maiores chances de enfrentar Lula.

O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, manifestou em suas redes sociais que a prisão representa “mais uma provação no martírio” enfrentado por Bolsonaro, mencionando a fragilidade de sua saúde. “Mitos não sucumbem a violências. São eternizados por elas.”, completou.

O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a prisão “reabre as feridas da polarização política”. Ele acrescentou: “Já faz mais de uma década que essa marcha e contramarcha prejudica a economia, a geração de empregos e criminaliza a política”.

Gilberto Kassab, presidente do PSD, classificou a prisão como um “triste episódio” e publicou: “Registro minha incompreensão por uma medida jurídica tão severa e injusta, especialmente quando sua saúde inspira cuidados”.

Em contrapartida, políticos da esquerda declararam que Bolsonaro deverá responder pela tentativa de golpe de Estado e defenderam a ação policial como forma de evitar uma possível fuga.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que a medida considera as “tentativas de

relacionado

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado

85,600FãsCurtir
35,600SeguidoresSeguir
540SeguidoresSeguir

Ultimas Notícias