19.3 C
Campina Grande
sexta-feira 17 julho 2026

Pressão da oposição cresce e Bolsonaro enfrenta dilema sobre veto à Dosimetria

Aliados do ex-presidente buscam retomar a redução das penas assim que o Congresso retornar.

A decisão que resultou na pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, intensificará a pressão de seus apoiadores para que o veto do presidente Lula ao projeto da Dosimetria seja derrubado.

Essa fase depende do Congresso Nacional, sem data definida, mas parlamentares da oposição argumentam que a análise deve ocorrer o quanto antes. Eles também consideram que a derrubada do veto ganha impulso com a situação do ex-presidente.

Em declaração ao R7, o líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), exigiu uma resposta política e reiterou o pedido feito ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a análise do veto seja agilizada.

“É necessário derrubar a dosimetria e, evidentemente, o Senado deve reagir. Não faz sentido o que está ocorrendo atualmente enquanto o Senado permanece inerte”, declarou Izalci.

O senador também criticou a transferência de Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e destacou os riscos relacionados aos problemas de saúde do ex-presidente. Ele ainda defendeu que a pena seja convertida para domiciliar.

“É totalmente inadequado tendo em vista a situação dele, sua saúde é gravíssima. Ele passou por nove cirurgias e enfrenta diversos problemas. A única solução seria a prisão domiciliar, para que pudesse receber atendimento em casa”.

Segundo o senador, a decisão de Moraes também impulsiona o debate entre a oposição sobre a insistência no pedido de impeachment do magistrado: “É uma questão que certamente será debatida [entre a oposição], diante do que está acontecendo”.

Críticas à transferência

Oposicionistas manifestaram-se contra a transferência determinada por Moraes desde a noite de quinta-feira (15), alegando que a medida é desproporcional e fere os direitos humanos.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a alteração do local de cumprimento da pena foi uma decisão isolada e uma demonstração de força. “O que estamos vendo não é justiça, é autoritarismo”, afirmou.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que lidera a oposição no Senado, também contestou a mudança do local de cumprimento da pena e defendeu que Bolsonaro deveria ser transferido para a domiciliar.

“A transferência para a Papudinha evidencia o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por um crime impossível”, declarou, em nota.

Bolsonaro na Papudinha

Condenado a 27 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro estava cumprindo pena desde 22 de novembro de 2025 na Superintendência da Polícia Federal, também localizada na capital federal.

As constantes críticas às condições da sala que ocupava, no entanto, levaram o ministro Alexandre de Moraes a decidir pela transferência do ex-presidente.

Segundo Moraes, havia uma “sistemática tentativa de deslegitimar” a execução da pena do ex-presidente, que ocorria “com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em comparação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”.

Receba todas as notícias do Portal Correio no grupo do WhatsApp ou Assine o Canal do Portal Correio no WhatsApp


Fonte: portalcorreio.com.br
Data da publicação: 2026-01-16 13:06:00


Campinaempauta – Jornalismo regional com elegância e credibilidade.

relacionado

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado

85,600FãsCurtir
35,600SeguidoresSeguir
540SeguidoresSeguir

Ultimas Notícias