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sexta-feira 17 julho 2026

Flávio Bolsonaro: Virar página da desconfiança com Michelle e Tarcísio nos EUA

Flávio e Eduardo Bolsonaro participaram conjuntamente de uma palestra durante o Cpac neste sábado (28).

Flávio Bolsonaro. (Foto: Evaristo Sa / AFP)

O senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, declarou a necessidade de “superar a desconfiança em relação a Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro”, durante um evento realizado nos Estados Unidos. Sua participação ocorreu no Cpac (Conservative Political Action Conference), o maior encontro conservador do país.

Em entrevista concedida no Gaylord Texan Resort, o senador manifestou satisfação com o retorno do pai ao lar. Conforme noticiado pela Folha de S. Paulo, após a autorização da prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, membros do PL e integrantes da pré-campanha de Flávio indicaram que, com Bolsonaro em casa, Michelle exerceria influência ainda maior sobre suas decisões políticas.

Alguns aliados de Flávio expressaram críticas à ex-primeira-dama por não ter se juntado à campanha. Enquanto parte dos apoiadores de Bolsonaro acredita que a influência dela sobre o ex-presidente pode intensificar as divergências familiares, outros defendem que Bolsonaro poderá atuar como mediador e restabelecer o diálogo entre a esposa e o filho. A medida também foi vista como um fator que aumentará o envolvimento do pai nas articulações do filho.

Flávio negou qualquer desentendimento com a madrasta, classificou os supostos problemas familiares como uma “falsa narrativa” e afirmou ter trabalhado para a transferência do pai para a prisão domiciliar. “Ele receberá cuidados muito melhores em casa, com Michelle, com a família e com profissionais de saúde”, pontuou.

“Essas narrativas falsas, que sugerem conflitos entre Michelle e eu, não são verdadeiras. Estamos alinhados no objetivo comum de evitar que o Brasil seja governado pelo PT por mais quatro anos. Não há nada que possa alterar minha pré-candidatura”, afirmou o senador.

Ele também descartou a possibilidade de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “retorne à disputa”. O nome de Tarcísio foi considerado ao longo do ano passado como uma alternativa para a corrida presidencial, com o apoio de Bolsonaro. No entanto, o ex-presidente indicou Flávio como seu candidato.

Em relação ao relacionamento com o pai, Flávio declarou que, caso seja eleito, o pai “não terá condições de ocupar um cargo, mas, se Deus permitir, ele acompanhará minha posse em 2027”. “Ele será sempre uma pessoa a quem consultarei para tomar decisões, mas o candidato sou eu”, ressaltou.

A respeito de outros cargos, como vice-presidente e ministro da Fazenda, evitou mencionar nomes. Aproveitou a oportunidade para criticar o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmando que, em um eventual governo seu, escolherá um profissional que “compreenda de economia de forma muito superior à dele”. Segundo ele, o Brasil passará por “uma profunda modernização de toda a sua máquina pública” caso ele vença as eleições.

“Implementaremos cortes [sem especificar quais] para desburocratizar, revogar normas regulamentadoras e decretos que dificultam os empreendimentos, gerando insegurança jurídica”, declarou.

No que tange à segurança pública e à pressão que ele e Eduardo exercem para que o PCC e o CV sejam designados como organizações terroristas pelos EUA, ele afirmou que não solicitará a intervenção de Donald Trump. “Não pedirei a Trump para designar ninguém, eu próprio designarei o PCC e o CV como terroristas. Já que Lula não teve coragem de fazê-lo.”

O governo Lula (PT) evita a classificação por receio de que ela possa expor empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional a sanções unilaterais dos EUA. Em contrapartida, a direita critica a postura do governo brasileiro.

The discussion centers on political tensions surrounding the presidential election, highlighting Flávio Bolsonaro’s role as a potential candidate, his familial ties, and critiques of opposing forces. Controversies include security concerns, criticism of Lula’s administration, and the Master case’s influence on public perception. Political dynamics and potential alliances are emphasized amid ongoing negotiations.

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