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sábado 18 julho 2026

Casal sela amor em cerimônia no MaisPB

Dentro do contexto social, o indivíduo deve se submeter a diversas regras disciplinares que integram o mundo civilizatório, organizando e estabelecendo normas de convivência. Essas normas distinguem as sociedades, como a nordestina em relação à do sul do Brasil, moldando o relacionamento social, a ordem, os hábitos, os costumes e as crenças. Embora as pessoas possam se diferenciar, os preceitos seguidos são frequentemente os mesmos adotados nas religiões, promovendo coexistência harmônica sem conflitos ou dissonâncias.

Cada religião inclui valores éticos e morais, crenças que interpretam a visão do mundo, da vida e da morte, identificando-se por meio de linguagem e símbolos, como no cristianismo, islamismo, hinduísmo, budismo e judaísmo. A fé em seres superiores, rituais, liturgias, doutrinas, livros sagrados e práticas coletivas ou individuais são elementos comuns. No Brasil, um estado laico, a Constituição assegura a liberdade religiosa e a separação oficial entre Igreja e Estado, sem religião oficial. O Censo 2022 do IBGE revelou que a maioria da população se declara católica romana (56,7%), seguida por evangélicos (26,9%) e pessoas sem religião (9,3%), refletindo a grande diversidade religiosa do país, com aproximadamente 80 denominações.

A religião católica possui sete sacramentos: Batismo, Confirmação (Crisma), Eucaristia, Penitência (Confissão/Reconciliação), Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio, divididos em iniciação cristã, cura e serviço. Através dos sacramentos, a Igreja exerce sua função santificadora, ligando os fiéis a Deus e proporcionando meios para alcançar a glória celeste. A vida litúrgica da Igreja gira em torno dos sacramentos, pelos quais Deus transmite sua graça e fortalece os fiéis para viverem de acordo com Sua vontade, visando a salvação. Os sacramentos atuam como elo entre o mundo visível e a graça invisível.

Lívia e a autora se conheceram em um curso sobre a problemática da sociedade atual, continuando a se encontrar nas aulas de hidroginástica, três vezes por semana. Esses encontros frequentes proporcionaram maior proximidade e conhecimento mútuo, culminando em um passeio ao interior, onde Lívia compartilhou sua história.

Lívia é filha de Carminha, uma paraibana que, aos 20 anos, buscou melhores oportunidades de emprego no Rio de Janeiro, onde trabalhou em casa de família e conheceu Pedro. Eles se apaixonaram e casaram, tendo três filhas, sendo Lívia a caçula. Aos seis anos de Lívia, Carminha descobriu um câncer agressivo no sangue, falecendo seis meses depois. Pedro, viúvo e desolado, ficou com as três filhas. Uma amiga de Carminha cuidou das crianças durante a doença e ajudou Pedro nas tarefas domésticas, sendo essencial para o suporte familiar. Após a morte de Carminha, Pedro casou-se com Marina, a amiga de sua falecida esposa.

Lívia guardava mágoa do pai por ele ter começado a viver com Marina logo após a morte de sua mãe, sugerindo um relacionamento preexistente. Com o tempo, Lívia compreendeu a situação do pai, viúvo com filhas adolescentes e uma criança, precisando trabalhar para sustentar a família. A ajuda de Marina tornou-se indispensável, e a madrasta sempre tratou as filhas de Pedro com carinho, suprindo suas necessidades. No entanto, Lívia manteve o ressentimento, desejando sair de casa. Aos 16 anos, conseguiu seu primeiro emprego e, aos dezessete, alugou um quitinete, tornando-se independente e capaz de arcar com suas despesas.

Lívia vem de uma família católica praticante, mas, devido à perda da mãe, não teve a oportunidade de fazer a primeira comunhão e a crisma, como suas irmãs. Consequentemente, sua fé e religiosidade diminuíram. Certo dia, ao perder o ônibus para o trabalho, Lívia foi de trem e conheceu João, que insistiu em pedir seu telefone. Inicialmente relutante, Lívia cedeu para se livrar dele. Eles começaram a namorar, mas João era boêmio e não tinha ambições. Lívia o confrontou, afirmando sua independência financeira e exigindo que ele buscasse uma profissão. João então ingressou no curso da ESA e se tornou militar. Casaram-se no civil e viajaram pelo mundo, durante o qual Lívia questionava a existência de Deus e sentia um vazio. Após servirem em diversas localidades do país, foram transferidos para João Pessoa, onde decidiram se aposentar e fixar residência, encantados com a cidade.

Em João Pessoa, Lívia e João começaram a frequentar grupos de amigos e se mostraram sempre dispostos a acolher novas amizades. Eles se matricularam em escolas de dança e academias, onde conheceram mais pessoas da mesma idade, participando de encontros sociais. A professora de hidroginástica, Rafaela, ativa em sua paróquia, convidou Lívia e João para participarem do Encontro de Casais com Cristo, convite que foi aceito.

Ao participar do Encontro de Casais com Cristo, Lívia sentiu um despertar religioso, percebendo uma carência em sua vida, apesar de seu casamento perfeito com João. Ela experimentou a presença de Deus, preenchendo uma lacuna existencial, sentimento compartilhado por seu esposo. Esse momento foi crucial para que ambos refletissem sobre suas vidas, despertando o desejo de unirem-se sob as bênçãos de Deus, complementando sua união civil. A oportunidade do encontro tornou possível identificar e alcançar esse sonho.

Lívia almejava receber Jesus, o que ainda não havia feito, e está vivendo um momento especial. Juntamente com Rafaela, ela prepara os detalhes para a celebração das bodas, que ocorrerá no próximo

Um indivíduo, inserido em seu contexto social, deve se adequar a diversas normas disciplinares inerentes ao mundo civilizado, que organiza as regras de convívio em sociedade, distinguindo-o. A título de exemplo, a sociedade nordestina se diferencia da sociedade do sul do Brasil em seus relacionamentos sociais, que influenciam a manutenção da ordem, hábitos, costumes e crenças.

Embora as pessoas possam ser diferenciadas por essas características, os preceitos seguidos frequentemente se assemelham aos adotados em religiões, promovendo coexistência harmônica sem causar conflitos ou dissonâncias, o que me leva a abordar a comovente história de um casal amigo.

É importante discorrer sobre a religião e suas características, pois cada uma engloba valores éticos e morais, crenças que interpretam a visão de mundo, vida e morte, identificadas por linguagem e símbolos próprios, como o cristianismo, islamismo, hinduísmo, budismo e judaísmo, implicando fé, seres superiores, rituais, liturgias, doutrinas, livros sagrados e práticas coletivas ou individuais.

No Brasil, por ser o Estado laico, a Constituição assegura a liberdade religiosa e a separação oficial entre Igreja e Estado, não havendo religião oficial, e dados do Censo 2022 do IBGE revelam que a maioria da população se declara católica romana (56,7%), religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, seguida por evangélicos (26,9%) e pessoas sem religião (9,3%), demonstrando a grande diversidade religiosa no país, com aproximadamente 80 denominações e legislação que garante a liberdade de prática para todas.

No âmbito da religião católica, constam-se sete sacramentos: Batismo, Confirmação (Crisma), Eucaristia, Penitência (Confissão/Reconciliação), Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio, divididos em iniciação cristã (Batismo, Confirmação e Eucaristia), cura (Penitência e Unção dos Enfermos) e serviço (Ordem e Matrimônio), através dos quais a Igreja exerce sua função santificadora, ligando-nos a Deus por meios deixados por Cristo para alcançarmos a glória celeste.

Toda a vida litúrgica da Igreja se concentra nos sacramentos, por meio dos quais Deus transmite sua graça e fortalece para vivermos de acordo com sua vontade, visando nossa salvação, atuando como elo entre o mundo visível e a graça invisível, em uma síntese sobre os sacramentos sem analisar a especificidade de cada um.

Conheci Lívia em um curso sobre a problemática da sociedade atual, e os encontros nas aulas de hidroginástica, três vezes por semana, proporcionaram maior aproximação e conhecimento, culminando em um passeio ao interior onde Lívia compartilhou sua história.

Lívia é filha de Carminha, paraibana que, aos 20 anos, buscou melhores oportunidades de emprego e vida no Rio de Janeiro, onde trabalhou em casa de família e conheceu Pedro, por quem se apaixonou e com quem foi morar, casando-se e tendo três filhas, sendo Lívia a caçula.

Aos seis anos de Lívia, Carminha descobriu um câncer agressivo no sangue, vindo a falecer seis meses depois, deixando Pedro viúvo com três filhas, sendo amparado por Marina, amiga de Carminha que cuidava das crianças e auxiliava nos afazeres domésticos durante a enfermidade, dedicando assistência integral.

Após a morte de Carminha, Pedro buscou o auxílio de Marina, casando-se com ela tempos depois, o que gerou em Lívia uma mágoa guardada por anos, acreditando que o pai já mantinha um relacionamento com Marina enquanto sua mãe ainda era viva.

Com o tempo, Lívia compreendeu a situação do pai, viúvo com duas adolescentes e uma criança, necessitando trabalhar para sustentar a família, reconhecendo que a ajuda de Marina era essencial e que a madrasta sempre as tratou bem, sem deixar faltar nada, embora Lívia guardasse ressentimento e ansiasse por sair de casa.

Aos 16 anos, Lívia conseguiu seu primeiro emprego e, aos dezessete, alugou um quitinete, tornando-se independente e utilizando seus ganhos para pagar as contas e se sustentar. Lívia vem de uma família católica praticante, mas, por ser a caçula e pela perda da mãe, não teve a oportunidade de receber a primeira comunhão, apenas o batismo, o que a fez perder um pouco da fé e religiosidade.

Em um dia em que perdeu o horário e precisou usar o trem para ir ao trabalho, Lívia encontrou João, que a abordou e pediu seu telefone, insistindo até que ela cedesse para se livrar, dando-lhe o número, e assim começaram a namorar, apesar do estilo boêmio de João, típico do carioca, que não demonstrava ambições na vida.

Lívia, percebendo a situação, o confrontou, afirmando sua independência financeira e exigindo que ele buscasse uma profissão ou emprego decente, caso contrário, o relacionamento não continuaria, o que o motivou a estudar na ESA e se tornar militar, casando-se no civil e viajando pelo mundo, onde questionava suas crenças e sentia um vazio interior.

Após percorrer diversos lugares do país, tiveram dois filhos, hoje com 36 e 32 anos, e Lívia, aos 65 anos, completa 41 anos de casada com João, após uma vida de nômade, típica da carreira militar, e, com a transferência, vieram servir em João Pessoa, cidade que o casal amou e onde decidiram fixar residência após a aposentadoria, considerando-a um paraíso.

Em João Pessoa, começaram a frequentar grupos de amigos e a receber pessoas em casa, buscando novas amizades, matriculando-se em escolas de dança e academias, onde conheceram mais pessoas da mesma idade nas aulas de musculação e hidroginástica, participando das reuniões com a turma da academia.

A professora de hidroginástica, Rafaela, engajada em atividades na igreja de sua paróquia, convidou Lívia e João para participarem do Encontro de Casais com Cristo, convite que foi aceito, e, ao participar do Encontro de Casais com Cristo, Lívia foi tomada por um sentimento religioso há muito tempo carente, sentindo a ausência de algo em seu íntimo, apesar de seu casamento e relacionamento com João serem perfeitos, percebendo a falta de algo que completasse seu bem-estar.

Pela primeira vez, experimentou a presença de Deus em sua vida, preenchendo aquela lacuna, sentimento compartilhado por seu esposo, e esse momento foi determinante para que ambos refletissem sobre suas vidas e desejassem unir-se sob as bênçãos de Deus, buscando completar a união civilmente correta, identificando e alcançando esse sonho naquele momento.

Lívia desejava receber Jesus, o que ainda não havia feito, e está vivendo um conto de fadas, preparando os detalhes para a festa das bodas com Rafaela, que acontecerá no próximo sábado, após relutar em fazer a festa por receio de que algumas pessoas não entendessem ou considerassem ridículo, mas sendo convencida por Rafaela a aceitar.

Lívia se casará na Igreja, receberá a crisma e a primeira eucaristia, compartilhando a euforia de entrar em uma nova vida com Deus com seu esposo e filhos, que participarão da celebração junto com os amigos que fizeram em João Pessoa e que lhes proporcionaram esta oportunidade, sendo gratos por este acontecimento em suas vidas.

A história desse casal ressalta a importância de incluir Deus em nossas vidas, pois, embora estivessem bem, aparentemente, expressavam a falta de um propósito maior, encontrando agora a verdadeira felicidade, harmonia e sintonia ao lado de Deus, que nos oferece esse estado de alma e espírito, e seria bom se todos pudessem celebrar a sensação que João e Lívia estão vivendo, incluindo Deus em suas vidas.

No sábado, participaremos da festividade do casamento e testemunharemos a felicidade que acontece aos que têm Deus no coração, pois o amor de Deus nos preenche e cremos nisso.

Profª. Emérita da UFPB e membro da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba (AFLAP)

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB


Fonte: www.maispb.com.br | Publicado em 2025-11-16 17:45:00


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