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sábado 18 julho 2026

Hytalo Santos se defende: vídeos revelam apenas sua rotina pessoal

Em depoimento à Justiça, o influenciador Hytalo Santos expressou constrangimento em responder ao processo, considerando o auxílio que alega ter prestado às crianças envolvidas.

Hytalo e seu esposo, Israel Vicente, encontram-se detidos desde agosto, depois que o youtuber Felipe Bressanim, conhecido como Felca, divulgou um vídeo denunciando um suposto processo de adultização de crianças e adolescentes. O Ministério Público apresentou denúncia contra eles por crimes como tráfico humano, exploração sexual e produção/divulgação de pornografia infantil.

Durante a audiência, Hytalo afirmou: “Eu me sinto até um pouco constrangido por ter feito tanto por essas crianças, tanto por esses adolescentes que estão colocados aqui nos autos e ter que responder, por mais que seja obrigatório estar respondendo aqui, mas me dói, me dói muito”. O depoimento foi transmitido no programa Fantástico, da TV Globo.

Segundo a acusação da Promotoria, Hytalo e o marido divulgavam vídeos nas redes sociais mostrando adolescentes dançando, alguns dos quais residiam com o casal em um condomínio fechado situado em Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa.

O influenciador alegou que as filmagens postadas em suas redes sociais retratavam apenas a rotina do grupo e coreografias características do ritmo brega funk.

“Eu nunca cheguei a gravar vídeos com cenas pornográficas nem com cunho sexual. E a gente só gravava a nossa rotina com a cultura de periferia, que é de onde eu venho. Entre Recife e João Pessoa, o ritmo mais escutado hoje, daqui, produzido e está no Brasil inteiro, é o ritmo de brega funk. Que as coreografias e os passos usados por alguns é visto com esse olhar [pornográfico]. Mas para a gente que é da periferia é arte”, explicou Hytalo.

Ao ser questionado pelo promotor sobre a existência de comentários que pudessem sugerir teor pornográfico ou sexual em seus vídeos, ele negou a percepção.

“Como nossos vídeos tinham muita repercussão, vossa excelência, os comentários chegavam a ter 20 mil comentários, 30 mil comentários. E a maioria dos comentários era baseada na força de cada personagem, como era visto por eles”, declarou o influenciador.

Ele também relatou que não recebia remuneração pelo conteúdo que publicava, e que sua renda, variando entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, provinha de sorteios e rifas devidamente autorizadas.

Hytalo negou que os adolescentes recebessem pagamento, mas admitiu que oferecia ajuda financeira aos pais.

“Os pais eram, mas não por obrigação, não por combinado, eu me sentia no direito de fazer por eles”, declarou. Israel Vicente, em seu depoimento, assegurou que ele, Hytalo e os adolescentes que viviam na residência mantinham um convívio familiar. Após a grande repercussão do vídeo de Felca, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público da Paraíba solicitou a prisão de Hytalo e Israel, que foram detidos em São Paulo e, posteriormente, transferidos para a Paraíba.

Sean Kombier Abib, advogado responsável pela defesa do casal, refutou as acusações de que os vídeos possuíam conteúdo pornográfico.

“Eles podem ser vistos como sensuais, mas a lei não criminaliza o ato sensual. Ela criminaliza o ato pornográfico. E a pornografia não está demonstrada”, frisou o advogado.

*folhapress


Fonte: paraibaonline.com.br
Data da publicação: 2025-12-01 10:23:00


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