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sábado 18 julho 2026

Lula denuncia força de potênciasricas que invadem outros países

Em um discurso realizado no último sábado (21), durante a 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do I Fórum Celac-África, em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as crescentes ameaças à soberania da América Latina e do Caribe, bem como a retomada da política colonialista por parte dos Estados Unidos.

“Não é aceitável que alguém se considere dono de outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?”, questionou o presidente.

Ele ainda indagou em qual parágrafo e em qual artigo da Carta da Organização das Nações Unidas está estabelecido que o presidente de um país pode invadir outro. “Em qual documento do mundo isso está escrito? Nem na Bíblia. Não existe nada que permita que isso aconteça. É a utilização da força e do poder para nos colonizar novamente?”.

O presidente citou como exemplo o caso da Bolívia, que enfrenta pressão dos Estados Unidos para a venda de minerais críticos, como o lítio, utilizados na fabricação de baterias elétricas, essenciais para a transição para uma matriz energética baseada em fontes renováveis.

Lula fez referência ao passado de países da América Latina, do Caribe e da África, vítimas do regime colonial que saqueou suas riquezas. “Neste plenário, todos têm experiência de que seu país já foi saqueado de todo o ouro que tinha, de toda prata, diamante e minério”, afirmou.

“Ou seja, já levaram quase tudo da Bolívia. Agora que a Bolívia tem minerais críticos, é a chance da Bolívia, da África, da América Latina não aceitar ser apenas exportador de minerais para eles”, acrescentou.

O presidente disse ainda que esses materiais devem ser utilizados para promover o desenvolvimento tecnológico dos países africanos e latino-americanos, para “dar um salto de qualidade na produção de combustíveis alternativos”.

“Quem quiser que venha se instalar e produzir no país, para que a gente tenha a chance de desenvolvê-lo. Nós já fomos colonizados, fizemos luta pela independência, conquistamos democracia, perdemos democracia, agora estão querendo nos colonizar novamente”, defendeu.

Para ele, é preciso gritar alto e bom som para não permitir que isso aconteça em outros países, o que já ocorreu em Gaza recentemente, por exemplo.

O presidente voltou a criticar a falta de atuação do Conselho de Segurança da ONU para impedir a proliferação de conflitos ao redor do mundo. Ele citou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, o genocídio na Faixa de Gaza, os conflitos na Líbia e as guerras no Iraque e na Ucrânia.

“O que estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou.

Ele defendeu uma tomada de atitude para não permitir que os países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis. “Quando a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se colocam mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, perguntou.

Lula também criticou o investimento cada vez maior em armamentos, em contraste com os recursos destinados ao combate à fome.

“É importante que a gente não perca de vista que, enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, nós ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome. Ainda temos milhões de seres humanos sem energia elétrica. E ainda temos milhões de seres humanos sem acesso à educação e outros milhões e milhões de mulheres e crianças que são resultado dessas guerras fratricidas e que ficam abandonados”, concluiu.

Em discurso neste sábado (21), durante a 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do I Fórum Celac-África, em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as crescentes intimidações à soberania da América Latina e do Caribe e a retomada da política colonialista por parte dos Estados Unidos (EUA).

“Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?”, questionou o presidente. Ele também perguntou em que parágrafo e em que artigo da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está estabelecido que um presidente pode invadir outro país. “Em que documento do mundo está dito isso? Nem

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