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sábado 18 julho 2026

Operação revela desvios de emendas e mira deputado Félix Mendonça

Operação Overclean

Deputado Félix Mendonça é alvo de operação que investiga desvios de emendas

Deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) – Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal iniciaram na última terça-feira (13) a nona fase da Operação Overclean, com o intuito de desarticular uma organização criminosa envolvida em desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

Em comunicado, a PF informou que estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados da Bahia e do Distrito Federal. O principal alvo é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-Bahia).

“O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas sob investigação, visando interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para possível reparação aos cofres públicos”, detalhou o documento.

Além disso, a PF esclareceu que os investigados poderão ser responsabilizados por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Fases iniciais

A primeira fase da Operação Overclean foi deflagrada em 10 de dezembro de 2024 e investigou o direcionamento de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a prefeituras da Bahia.

Na ocasião, a PF revelou que o esquema contava com o apoio de agentes policiais, que forneciam informações privilegiadas à organização criminosa, incluindo a identificação de agentes federais envolvidos em operações sigilosas.

Na fase inicial das investigações, em dezembro de 2024, a Overclean recebeu apoio da Agência Americana de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations) para investigar o desvio de recursos públicos de emendas parlamentares e convênios.

Haviam indícios de superfaturamento em obras e desvio de recursos para “empresas e indivíduos associados a administrações municipais”, que teriam movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão.

Na época, a PF afirmou que o “esquema ilícito teria impactado diretamente o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), especialmente na Coordenadoria Estadual da Bahia, além de outros órgãos públicos”.

Por determinação judicial, oito servidores públicos foram afastados de suas funções.

Fases recentes

Em junho de 2025, durante a quarta fase da operação, foi determinado o afastamento de dois prefeitos da Bahia, suspeitos de desvio de emendas parlamentares: Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira, do município de Ibipitanga; e Alan Machado, de Boquira.

Em julho de 2025, na quinta fase da Overclean, o núcleo investigado teria manipulado procedimentos de licitação e desviado recursos públicos de emendas parlamentares destinadas ao município baiano de Campo Formoso.

Os investigadores relataram também tentativas de obstrução das investigações. O Supremo Tribunal Federal, naquele momento, determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

A sétima fase da Overclean teve início em 16 de outubro, quando foi expedida uma medida cautelar que resultou no afastamento de um agente público suspeito de envolvimento no esquema.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades baianas de Riacho de Santana, Wenceslau Guimarães, e em Arraial do Cabo (RJ).

Na oitava fase da operação, no final de outubro, cinco mandados de busca e apreensão foram executados em Brasília, São Paulo, Palmas e Gurupi (TO) sob determinação do STF.

Agência Brasil


Fonte: www.maispb.com.br | Publicado em 2026-01-13 09:38:00


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