O verão, caracterizado por temperaturas elevadas e maior fluxo de pessoas, também é um período em que ocorrem mais casos de certas doenças típicas da estação. No quadro semanal “Consultório JM”, o médico Antônio Henriques emitiu um alerta sobre as condições de saúde mais frequentes nesse período e enfatizou a relevância das medidas preventivas para evitar complicações.
Conforme o médico, episódios de vômito, diarreia e inflamações gastrointestinais são bastante comuns durante o verão. Os principais agentes causadores incluem vírus como norovírus, rotavírus e hepatite A, além de bactérias como Salmonella e Shigella.
“Nessas circunstâncias, a hidratação adequada é essencial. Ademais, é crucial estar atento à procedência dos alimentos que são consumidos”, destacou Antônio Henriques.
O médico aconselha que cuidados simples podem diminuir consideravelmente os riscos, como lavar bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos, evitar alimentos crus ou molhos mal refrigerados e optar por água industrializada, evitando o gelo, principalmente fora de casa. Ele também ressalta a importância de manter a vacinação em dia, especialmente contra rotavírus e hepatite A.
Outro aspecto a ser considerado são as bebidas consumidas diretamente de latas ou garrafas. “É fundamental higienizar a área em que a boca entra em contato, utilizando um pano com detergente, para prevenir contaminações”, orientou.
No verão, as doenças transmitidas por mosquitos também se tornam mais frequentes devido às chuvas, que favorecem a proliferação do Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya, além da febre oropouche, transmitida por outro tipo de mosquito. Para prevenção, o médico recomenda a aplicação de repelentes, a eliminação de água parada, o uso de roupas claras e de manga longa e, quando disponível, a vacinação contra a dengue.
Ao viajar para áreas de mata, Antônio Henriques alerta sobre a necessidade de verificar a vacina contra a febre amarela, cuja validade é de dez anos, e manter a vacinação antitetânica atualizada. “As vacinas salvam vidas. Mesmo doenças raras hoje só são raras porque a população se vacina”, enfatizou.
As doenças de pele também requerem atenção. O calor e a umidade favorecem o surgimento de micoses, como frieiras e infecções na virilha, além do bicho geográfico, adquirido ao andar descalço em áreas contaminadas. Para evitar esses problemas, a orientação é não ficar com roupas molhadas por muito tempo, usar chinelos ou calçados, higienizar bem a pele após os banhos e, se possível, trocar a roupa de banho ao longo do dia.
Por fim, o médico alertou sobre a insolação e a desidratação, frequentes em períodos de exposição excessiva ao sol. “Evitar o sol entre 10h e 16h, aplicar protetor solar apropriado e manter uma hidratação constante são medidas indispensáveis”, reiterou.
* vídeo ParaibaOnline
Fonte: paraibaonline.com.br | Publicado em 2026-01-10 09:27:00
