Apesar de em proporções menores do que nas décadas de 1980 e 1990, a aids continua sendo uma causa de morte. Atualmente, mesmo sem cura, existe tratamento gratuito e diversas formas de prevenção. A campanha Dezembro Vermelho levanta este alerta de autocuidado e recorda que o vírus pode estar presente na vida de todas as pessoas, sem restrição de idade, raça ou condição econômica. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Gerência Operacional de Condições Crônicas e ISTs, deu início à campanha na manhã da última segunda-feira (1º), na sede da SES, na capital, e promoverá, no dia 9, um seminário para debater os avanços e desafios no enfrentamento da aids na Paraíba.
Durante a ação, realizada no âmbito do Projeto Meu Trabalho Me Faz Bem, houve distribuição de preservativos masculinos e femininos, assim como de gel lubrificante, além da aplicação de um quiz com perguntas sobre a temática, com entrega de brindes aos participantes vencedores.
De acordo com Ivoneide Lucena, gerente operacional de Condições Crônicas e ISTs da SES, a doença ainda apresenta letalidade, mesmo com tratamento disponível. “Como a Aids se tornou uma doença crônica, as pessoas acabam achando que não mata mais. Mas, na Paraíba, uma média de 120 pessoas – por ano – ainda vão a óbito por conta do HIV/AIDS e, muitas vezes, isso ocorre porque abandonam o tratamento ou têm outras patologias. Então, podemos afirmar categoricamente que Aids ainda mata sim e a gente, enquanto SES, trabalha durante o ano todo para fazer a testagem rápida, implantar os testes na Atenção Primária, para fortalecer os serviços de referências, para que, a partir do momento do diagnóstico, em menos de sete dias, já comece a tomar o medicamento. Porque o que nós queremos, cada vez mais, é barrar a transmissão de uma pessoa para a outra”, afirmou.
Ivoneide Lucena também lembrou das diversas alternativas gratuitas que estão ao alcance da população para evitar o vírus. “O Dezembro Vermelho é um alerta para dizer que a gente pode se testar, se prevenir e se tratar, se for o caso. E, embora o medicamento seja muito caro, é disponibilizado pelo SUS gratuitamente. Então, neste mês de campanha, todas as Gerências Regionais de Saúde estão abastecidas com dois milhões de preservativos para distribuir nos 223 municípios, onde as pessoas podem pegar a quantidade que quiser nos serviços de saúde, sem precisar passar por consulta e ainda tem o autoteste que o cidadão pode pegar e fazer em casa. Caso dê positivo, existe um plantão telefônico aos sábados, domingos e feriados para dar o suporte necessário”, informou a gerente.
Segundo Joana Ramalho, chefe do Núcleo de ISTs/Aids da SES, além da abertura realizada na manhã da última segunda-feira e das ações junto aos municípios, dentro da campanha Dezembro Vermelho, um seminário será promovido no dia 9 de dezembro. “Será um seminário integrado para todos os municípios prioritários e serviços em referência do Estado da Paraíba para HIV e AIDS. São ações educativas que a gente traz para dar maior visibilidade ao HIV no Estado”, declarou Joana.
O “10º Seminário Integrado: Avanços e Desafios do HIV/Aids na Paraíba” será realizado na Escola de Saúde Pública (ESP), em João Pessoa, durante a manhã. No decorrer do evento, serão apresentadas atualizações do cenário epidemiológico do HIV/Aids na Paraíba, dos fluxos, recomendações e serviços, PREP, PEP e autoteste, além de discussões sobre os avanços e desafios no cuidado às hepatites virais, tuberculose, sífilis, ISTs e HTLV.
Fonte: paraiba.com.br | Publicado em 2025-12-01 13:12:00
